A QUEM INTERESSA QUE A OZONIOTERAPIA AINDA SEJA CONSIDERADA UM PROCEDIMENTO EXPERIMENTAL NO BRASIL?

“Os médicos falaram para nos prepararmos para o pior porque nossa mãe não iria sobreviver. Na ocasião, tinham falecido 850 pessoas em Nova Iorque. O vírus se espalhou e ela ficou muito debilitada. Nós fizemos uma reunião familiar e decidimos fazer a Ozonioterapia e depois de 3 meses ela era, praticamente, outra pessoa”. Relata Cybele Silva, a respeito da sua experiência com a Ozonioterapia.

 “Minha qualidade de vida melhorou muito. Hoje eu faço academia, que eu não conseguia fazer antes. Estou feliz, meus índices melhoraram todos, a trombose desapareceu. Para mim está sendo uma surpresa maravilhosa”. Depoimento de Giovani Laste, portador de uma doença autoimune. Ele apresentou vários episódios de trombose e em dezembro de 2016 iniciou o tratamento e viu os efeitos benéficos da Ozonioterapia.
 
Os relatos mostram apenas um pouco dos benefícios obtidos por pacientes que experimentaram a Ozonioterapia. Um tratamento à base de ozônio e oxigênio comprovadamente eficaz e capaz de, por exemplo, resolver dores de coluna crônicas e evitar cirurgias, cicatrizar feridas mais rapidamente, melhorar a qualidade de vida de pessoas em processo de quimioterapia e otimizar o tratamento de crianças autistas. Mas, afinal, diante de tais benefícios, quais seriam os reais motivos para que o ozônio medicinal ainda seja considerado pelo Conselho Federal de Medicina um tratamento em caráter experimental? A pergunta, ainda sem uma resposta convincente, não só escancara o atraso de órgãos competentes em relação ao assunto como também impede que milhares de pessoas se beneficiem do procedimento.


AMPUTAÇÕES QUE PODERIAM SER EVITADAS COM A OZONIOTERAPIA
As evidências positivas da Ozonioterapia são inúmeras. Ela já permitiu, por exemplo, que diversos casos diagnosticados com a necessidade de amputação fossem revertidos. Porém, a falta de posicionamento do Conselho Federal de Medicina a favor do tratamento, que deve ser indicado e coordenado por médicos, impede que muitas pessoas, cerca de 95% dos pacientes, deixem de ter seus membros amputados. Os números no Brasil são assustadores. Segundo o Ministério da Saúde, em 2017 foram feitas 12.748 amputações decorrentes da diabetes no Brasil e estima-se que mais de 5 mil já aconteceram só neste ano.

Um drama que também gera um custo alto: foram gastos R$ 14,7 milhões, no ano passado e R$ 6,5 milhões neste ano com amputações, de acordo com a Sociedade Brasileira de Diabetes. As ações do CFM são questionáveis. Em 12 de março de 2018, o Ministério da Saúde reconheceu a Ozonioterapia como uma das 29 práticas integrativas e complementares em saúde disponibilizadas pelo SUS. No dia seguinte, o Conselho Federal de Medicina (CFM) emitiu nota e resolveu PROIBIR os médicos brasileiros de indicar e praticar Ozonioterapia, alegando se tratar de um “procedimento experimental”, supostamente sem evidências científicas suficientes em um claro sinal de cerceamento da atividade profissional do médico além de impedir que pacientes que sofrem de diversas enfermidades busquem um tratamento seguro, não invasivo e com baixo custo realizado por médico capacitado. Sem falar no estímulo ao exercício ilegal da Medicina, inclusive por leigos sem qualquer formação na área da Saúde.  “O ozônio é fabricado naturalmente em qualquer organismo humano. Os anticorpos utilizam ozônio em seu processo de ativação, ou seja, nem é possível ter alergia à substância. Só quem não quer ver ou quem tem outros interesses diz que faltam evidências científicas” afirma a Dra. Maria Emilia Gadelha Serra, ex-presidente da Associação Brasileira de Ozonioterapia e Vice-Presidente do Movimento Ozonizados do Brasil.


CONTROVÉRSIAS... AS ALEGAÇÕES DO CFM
O CFM alega que realizou uma “revisão sistemática da literatura sobre Ozonioterapia” e que encontrou mais de 26 mil artigos sobre o tema. No entanto, a pesquisa realizada pelo CFM se baseou na palavra “ozone”, que inclui desde a camada de ozônio, o ozônio como poluente ambiental e também a Ozonioterapia, portanto, os 26 mil artigos não podem ser contabilizados como relacionados apenas à Ozonioterapia. Além disso, o uso da palavra “sistemática”, quando usado em relação a uma revisão científica da literatura sobre determinado tema, pressupõe uma metodologia científica reprodutível e que não foi realizada sobre Ozonioterapia. Mas quais seriam os motivos dessa conduta do CFM? 

Evidências de conflitos de interesses envolvendo o Conselho Federal de Medicina e membros da sua Câmara Técnica de Ozonioterapia, que, inclusive, já foram relatados ao atual Presidente do CFM, Dr. Carlos Vital Tavares Corrêa Lima, em 24 de maio de 2017, seguem sem apuração. O Ministério Público Federal também recebeu várias informações e dados objetivos em abril de 2018, que também ainda não foram investigados.  


OZONIOTERAPIA PELO MUNDO. POR QUE NO BRASIL NÃO?
Os benefícios comprovados da Ozonioterapia deixam no ar uma pergunta. Afinal, por que o ozônio medicinal ainda é considerado pelo Conselho Federal de Medicina um tratamento a ser realizado somente em caráter “experimental”? A falta de uma resposta convincente intriga ainda mais já que o tratamento é reconhecido em quase 50 países, como Alemanha, Portugal, Itália, Espanha, Rússia, Turquia, China e Japão. No Brasil, o ozônio medicinal foi introduzido em 1975, mas somente no ano passado uma Comissão Especial do Senado Federal aprovou, por unanimidade, um projeto de lei favorável ao tratamento. Em março deste ano, o Ministério da Saúde incluiu a Ozonioterapia na lista de Práticas Integrativas e Complementares do SUS, considerando que o tratamento, já comprovado, traz benefícios à saúde.  


COMO FUNCIONA A OZONIOTERAPIA
A Ozonioterapia utiliza uma mistura composta por dois gases medicinais, o oxigênio (O2) e o ozônio (O3), produzido a partir de uma descarga elétrica que dissocia as moléculas do oxigênio puro medicinal dentro de um equipamento conhecido como “gerador de ozônio medicinal”. Depois de acondicionado em uma seringa ou de uma bolsa plástica, o ozônio medicinal na forma gasosa poderá ser utilizado tanto para as aplicações sistêmicas se misturado aos líquidos corporais (que fazem efeito em todo o organismo) , quanto tópicas (aplicação externa sobre a pele e mucosas) ou localizadas (por meio de injeções embaixo da pele, em torno de articulações ou até mesmo dentro das articulações afetadas por inflamações e dores). O ozônio medicinal não pode ser inalado, pois é tóxico para as vias respiratórias.


OZONIZADOS DO BRASIL
Para fornecer informações que esclarecem as dúvidas sobre a eficácia da terapia, nasceu o Movimento “Ozonizados do Brasil”, reunindo depoimentos de pacientes que encontraram na Ozonioterapia um tratamento rápido e não invasivo para dores, inflamações, infecções e uma gama de outras doenças. Dra. Maria Emilia Gadelha Serra, médica, afirma que a natureza do ozônio explica sua ação contra sintomas e doenças diversas: “A maioria das doenças acontecem por três mecanismos básicos: a falta de oxigenação nos tecidos, uma infecção ou um processo inflamatório. O ozônio age em todos eles, portanto é muito natural que ele faça efeito em doenças aparentemente muito diferentes”. Apesar do reconhecimento da Ozonioterapia como um tratamento legítimo e de seu uso prático em diferentes períodos da história, como no tratamento de feridos durante a Primeira Guerra Mundial, o tratamento permanece ainda sendo considerado pelo Conselho Federal de Medicina apenas um método experimental. Em vários países da Europa e da Ásia, além de Cuba, tratamento de Ozonioterapia já foi incorporado na rede pública de saúde há décadas, com economia expressiva de recursos e geração de qualidade de vida. Um estudo realizado pela Profa. Dra. Celina Ramalho, Doutora em Economia da Saúde e Professora da Fundação Getúlio Vargas, estima uma economia entre 20 a 80% nas despesas públicas e privadas de saúde no Brasil.

 “Mais brasileiros precisam ter acesso à essa alternativa. “O preconceito faz com que a população brasileira seja privada do procedimento. Isso é inaceitável. Estamos falando de qualidade de vida, além de economia de recursos”, afirma Richard Maciel, Presidente do Movimento Ozonizados do Brasil.

© Ozonizados do Brasil

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